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Do gr. philosophía, 'amor à sabedoria'.]
S. f. Filos.
1. Estudo que se caracteriza pela intenção de ampliar incessantemente a compreensão da realidade, no sentido de apreendê-la na sua totalidade, quer pela busca da realidade capaz de abranger todas as outras, o Ser (ora 'realidade suprema', ora 'causa primeira', ora 'fim último', ora 'absoluto', 'espírito', 'matéria', etc.), quer pela definição do instrumento capaz de apreender a realidade, o pensamento (as respostas às perguntas: que é a razão? o conhecimento? a consciência? a reflexão? que é explicar? provar? que é uma causa? um fundamento? uma lei? um princípio? etc.), tornando-se o homem tema inevitável de consideração. Ao longo da sua história, em razão da preeminência que cada filósofo atribua a qualquer daqueles temas, o pensamento filosófico vem-se cristalizando em sistemas, cada um deles uma nova definição da filosofia.
2. Conjunto de estudos ou de considerações que tendem a reunir uma ordem determinada de conhecimentos (que expressamente limita seu campo de pesquisa, p. ex., à natureza, ou à sociedade, ou à história, ou a relações numéricas, etc.) em um número reduzido de princípios que lhe servem de fundamento e lhe restringem o alcance: 2
3. Conjunto de doutrinas de uma determinada época ou país, ou sistema constituído de filosofia: 2
4. Conjunto de conhecimentos relativos à filosofia, ou que têm implicações com ela, ministrados nas faculdades.
5. Tratado ou compêndio de filosofia.
6. Exemplar de um desses tratados ou compêndios.
7. Razão; sabedoria: 2
8. Bras. Pop. Modo de pensar: 2
u Filosofia da identidade.
1. Doutrina de Friedrich Wilhelm Joseph Schelling (1775-1854), filósofo alemão caracterizada sobretudo pela identificação da natureza e do espírito.
u Filosofia da natureza.
1. Ant. V. ciências naturais.
u Filosofia das luzes. Filos.
1. Movimento filosófico do séc. XVIII que se caracterizava pela confiança no progresso e na razão, pelo desafio à tradição e à autoridade e pelo incentivo à liberdade de pensamento. [Sin.: iluminismo, ilustração. Tb. se usam o al. Aufklärung e o ingl. Enlightenment. ]
u Filosofia natural.
1. Ant. V. ciências naturais.
u Filosofia perene. Filos.
1. O que há de único e permanente na filosofia, não obstante as divergências e até contradições entre os sistemas.
u Filosofia primeira. Filos.
1. Segundo Aristóteles (v. aristotelismo), a filosofia concernente às coisas divinas, primeiras, imutáveis e separadas.
2. Segundo Descartes (v. cartesianismo), parte da filosofia que concerne às causas primeiras e aos primeiros princípios, i. e., Deus, as substâncias, as verdades eternas, etc.
3. Segundo Bacon (v. baconiano), conjunto de princípios formais comuns a todas ou a algumas ciências.
u Filosofias da existência.
1. V. filosofias existenciais.
u Filosofias da vida.
1. Designação genérica de tendências e doutrinas antiintelectualistas que integram os nomes de Nietzsche (v. nietzschiano), Wilhelm Dilthey (1833-1911), filósofo alemão, Bergson (v. bergsonismo) e outros, cujo tema central é a vida tal como os homens a experimentam de modo imediato por intuição, a qual se manisfesta no fluir incessante da criação espiritual (nas artes, nas religiões, nas visões de mundo, nos valores, etc.). [Sin.: filosofias vitalistas, vitalismo. Cf. filosofias existenciais. ]
u Filosofias existenciais.
1. Conjunto de sistemas e tendências filosóficas que tomam como ponto de partida e objeto principal da reflexão o modo de ser próprio do homem na sua concretude individual, singular e solitária. [Sin.: existencialismo, filosofias da existência. Cf. heideggeriano, kierkegaardiano, sartriano e filosofias da vida. ]
u Filosofias vitalistas.
1. V. filosofias da vida.
Dicionário
da Língua Portuguesa, de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira: |